quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É o Ilhas ensinando como se faz

Durante o dia 11 de dezembro, o Instituto Ilhas do Brasil promoveu um curso gratuito de capacitação para professores e organizações de ensino em Joinville e Garopaba. O intuito foi transmitir a metodologia usada no projeto Estrelas do Mar, que só anda recebendo elogios por aí.

Logo postaremos as fotos do evento.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Festa de encerramento do Ilhas


Com sorrisos abertos, os pais, crianças e equipe do Ilhas fizeram a festa para encerrar as atividades das oficinas este ano. Quem não esteve, ficou com vontade de ir.









quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Pantosuli coloriu a praia do Pântano

Com um dia lindo, sem nuvens no céu, quem coloriu a praia do Pântano do Sul foram as pandorgas. Confeccionadas pelas crianças participantes do projeto Estrelas do Mar, as pipas chamaram a atenção de quem estava na praia e de quem veio especialmente para fazer parte do Pantosuli, que resgatou a tradição local da pandorga além de integrar a comunidade com a encenação de uma peça de teatro e o show de uma das figuras mais típicas da ilha.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Festival Pantusuli

Tem novidade voando por aí!! Ou melhor: tem novidade voando pelo Pântano do Sul! Estamos organizando o Festival de Pandorgas PANTUSULI!








segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ESTRELAS-DO-MAR 2010/02- Visitas às escolas

O Estrelas quer começar a segunda parte do ano aproveitando o ritmo de muito trabalho e envolvimento do primeiro semestre! Continuaremos atendendo as crianças inscritas nas oficinas na sede do Instituto, mas queremos ampliar nossas atividades e fazer com que o Estrelas-do-mar também saia do Pântano e chegue a várias localidades da Grande Florianópolis!



Para isso, contamos com o interesse e o convite das escolas da nossa região! Basta entrar em contato com o Ilhas para agendar a visita da nossa equipe e promover oficinas de educação socioambiental, filosofia, responsabilidade social e integração, de forma a desenvolver uma educação continuada e especializada com os alunos!



Ligue para 48 3238 9960 (falar com Alessandra) ou escreva para info@ilhasdobrasil.org.br para incluir sua escola no projeto!!






Visite!

Instituto Ilhas do Brasil - http://www.ilhasdobrasil.org.br
Criança Esperança - http://www.globo.com/criancaesperanca

segunda-feira, 26 de julho de 2010

ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS - Projeto Adaptar Brasil

Mudanças no Ar


Em meio a tantos assuntos sobre meio ambiente, natureza, fauna, flora, educação ambiental, lixo, está o assunto mais abstrato para nós seres humanos: AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS (que, diga-se de passagem, é preocupante apenas pela nossa existência). Por isso, é importante sabermos que essas reflexões são fruto do nosso cuidado com a nossa própria espécie. Isso nos faz voltar a atenção para a maneira que estamos vivendo e tratando nossa casa, o PLANETA TERRA. Que embora passe por ciclos climáticos naturais nunca abrigou uma população humana tão grande quanto hoje em dia.


Estamos aqui no planeta e vivemos, antes de tudo, de seus recursos naturais. Dependemos dos seus solos, dos serviços ecológicos que sua fauna e flora realizam, do seu ar, e, acima de tudo, dos seus ciclos: energético, de nutrientes, da água. Enfim, muitos são os assuntos que estão relacionados com o funcionamento do nosso planeta, e conhecer tudo isso é fundamental para caminharmos rumo ao tão clamado DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Por isso, fica aqui o convite para acompanhar os pensamentos naturais do Instituto Ilhas do Brasil. Vamos conversar e pensar sobre viver nesse querido planeta, que disponibiliza todos seus recursos igualmente para seus filhos.


Iniciamos então, pela reflexão: COMO É MORAR EM UMA ILHA? Quais são os fatores ambientais que nos envolvem quando estamos morando em uma ilha?


Enquanto pensamos nessas perguntas, vamos conhecer algumas coisinhas das ilhas do nosso país . Ao longo de mais de 7.000km de costa, o Brasil apresenta mais de 1.000 ilhas que compõem o seu principal corredor ecológico marinho. Nesta imensa extensão costeira, vivem cerca de 600 comunidades humanas que dependem direta e indiretamente dos recursos naturais marinhos, caracterizando-as como potenciais agentes diretos da conservação destes recursos. São cerca de 40 Unidades de Conservação com leis específicas para a proteção da biodiversidade e da diversidade cultural local. Além disso, o país possui três ilhas capitais: Florianópolis, Vitória e São Luis, sendo que 70% dos destinos turísticos no Brasil ocorrem nas regiões costeiras.
Por isso, as ilhas brasileiras são importantes não somente para o país, mas para todo o mundo. Propor novos modelos de gestão costeira, que tornem mais eficientes os caminhos para consolidar com urgência as ferramentas para as necessárias adaptações decorrentes das alterações ambientais promovidas pelas mudanças climáticas, é a proposta do Instituto Ilhas do Brasil. Principalmente porque o Instituto entende as ilhas como ambientes altamente vulneráveis diante dos Cenários das Mudanças Climáticas e do Aquecimento Global.
E, para que haja real adaptação, levar o conhecimento sobre estes cenários às comunidades é ferramenta bastante eficiente, pois conhecimento é poder, e a comunidade que tiver um olhar sensível da dinâmica ambiental que lhe envolve estará mais preparada para se adaptar às mudanças locais, em longo ou curto prazo.


Assim, após três anos de atividades do Programa de Adaptação às Mudanças Climáticas do IIB, foi desenvolvido o projeto ADAPTAR BRASIL, que prevê a ação conjunta e continuada no empoderamento de comunidades tradicionais de pesca, que vivem em ilhas e áreas costeiras brasileiras. O projeto compreende que a realização de seus objetivos deve ser feita de forma participativa, construindo os cenários atuais e esperados conjuntamente com as comunidades e atores envolvidos na temática de adaptação às mudanças climáticas. Mas para isso é importante a participação dessas comunidades, pois cada participante é construtor de cada parte do projeto.
Autora: Cintia Vilanova - Ecóloga e consultora do Ilhas responsável pelo projeto Adaptar Brasil
A primeira etapa do projeto aconteceu em junho, em Ilha Grande (RJ)! Na semana passada, recebemos uma ótima notícia!! O ADAPTAR foi aprovado no edital Meio Ambiente do Instituto HSBC Solidariedade!!! Parabéns ao Ilhas e, principalmente, à Cíntia, que esteve à frente de todo processo! Teremos muito trabalho pela frente, e com certeza esse incentivo se estenderá como benefício a muitas pessoas e comunidades costeiras do Brasil!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Curso de Turismo Sustentável

Inscrições prorrogadas até o dia 22/07! Participe!!!!


quinta-feira, 8 de julho de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Apresentação CEC

O Instituto Ilhas do Brasil foi convidado pela assessora pedagógica Maeli Mantovani, do Depto. de Ensino da Prefeitura de Florianópolis, a apresentar o projeto Estrelas-do-Mar aos supervisores das escolas da Grande Florianópolis na tarde de ontem. O evento contou com várias instituições e projetos sociais que apresentaram seus trabalhos durante todo o dia no Centro de Educação Continuada de Florianópolis.

A Lele mandou super bem na apresentação e o projeto teve ótima repercussão!

Foi uma oportunidade de dialogar diretamente com os representantes das escolas e aguardaremos ansiosos pelo contato dos interessados em receber a equipe do Ilhas!
Neste segundo semestre de 2010, o Estrelas quer ir até as escolas para que os educadores do projeto desenvolvam atividades socioambientais junto aos professores e alunos, com o tema CONSUMO CONSCIENTE!

Qualquer escola municipal ou estadual pode entrar em contato para agendar a participação no projeto! É só ligar para o telefone 3238 9960 e falar com a Alessandra, ou escrever para info@ilhasdobrasil.org.br!






quinta-feira, 1 de julho de 2010

Estrelas em cena no Pântano do Sul

Por Ana Maria Orlando

Resumo 
Um grupo de crianças reunidas nas atividades de uma organização não governamental na Ilha de Santa Catarina experimenta o fazer teatral no âmbito de um estágio em Licenciatura em Artes Cênicas, da Universidade Estadual de Santa Catarina. A partir de elementos do drama inglês, teatro em trânsito, contação de histórias e jogos de improvisação teatral é montada uma pequena encenação final. O sucesso da experiência e o entusiasmo da comunidade composta pelas crianças, professora, profissionais da ONG, pais, parentes e amigos conduz a uma reflexão orientada por alguns aspectos da Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire.
As estrelas do mar

As estrelas do mar do Pântano do Sul, localidade no extremo sul da Ilha de Santa Catarina, habitam o seco: vivem em casas no ambiente terrestre, oxigenadas por uma atmosfera livre de poluição, rodeadas de muita vegetação e imersas na bruma marinha do Atlântico Sul. Estas criaturas têm de 8 a 12 anos de idade, são ligadas por laços de parentesco, consangüíneos ou não, e descendem de antigos açorianos, catarinenses miscigenados migrados do interior, gaúchos, santistas e até mesmo uruguaios. Loiras, morenas, negras, pequenas, grandes, magras, roliças, sardentas ou douradas, estas estrelas são uma bela mostra da diversidade étnica e cultural brasileira. Cultivadas pelo Instituto Ilhas do Brasil , as estrelas vencem a timidez e ousam brilhar neste palco litorâneo, iluminando um entardecer de primavera. Seus pais, mães, tias, irmãos, irmãs, primos e vizinhos assistem e valorizam o despertar da expressão cênica destes pequenos seres, em meio a risadas, muitos braços e pernas, dores de barriga e de cabeça, suor frio e tremedeira.
Durante aproximadamente 30 minutos, 12 crianças apresentam uma pequena encenação denominada Encantadas: Sereias e Iaras, na sede da ONG e no Salão Paroquial da pequena igreja local, fruto de um trabalho entre a referida instituição e meu estágio obrigatório da disciplina de PREAC   no curso de Licenciatura em Artes Cênicas da UDESC, Florianópolis, SC.
Durante três meses as crianças do Projeto Estrelas do Mar integraram as oficinas semanais desenhadas no projeto pedagógico Mares do Sul, cujo objetivo foi o de experimentar o fazer teatral através do imaginário infanto-juvenil, desenvolver uma dramaturgia a partir de histórias fantásticas e valorizar a cultura local, consolidando a participação das crianças nas atividades da referida ONG.
Decorrente de um convite realizado pela própria ONG esta prática situa-se na dinâmica do movimento social do seu Programa de Mobilização Comunitária. Existente desde 2005 em Florianópolis, a organização tem como missão empoderar pessoas e instituições para os desafios da sustentabilidade e experimenta o teatro pela primeira vez.“Se em seus primeiros tempos - lá se vão mais de três décadas – o campo da licenciatura visava exclusivamente ao ensino do teatro dentro do sistema educacional, hoje a situação é bem distinta. Demandas de entidades as mais variadas, tanto ligadas à sociedade civil como as ONGs, quanto instituições vinculadas ao poder público na área da cultura como é o caso de centros culturais, além de setores da área da saúde, constituem algumas das múltiplas esferas nas quais processos de criação em teatro - e, de modo mais abrangente, nas artes da cena - revelam uma área em plena expansão” Pupo (2008).
De cunho pedagógico, esta iniciativa acadêmica denominada Projeto Mares do Sul encontrou nesta instituição e nos pequenos moradores da praia do Pântano do Sul, um terreno fértil e acolhedor para o seu desenvolvimento, contrastando com a situação com a qual em geral nos deparamos, estagiários e professores de teatro, no ensino formal da rede pública, claramente explicitada no depoimento abaixo registrado no trabalho de estudantes de Licenciatura na Bahia:
“Impressionante como eles são perturbados. Eles gritam, falam alto, agridem uns aos outros. A sétima B é mais civilizada, mas a sétima A é um inferno. O professor tem que chamar atenção o tempo todo, praticamente gritar. Não respeitam ninguém, todos os professores passam por isso" Farias (2008)

Minha chegada no Pântano do Sul, se inicialmente silenciosa, com o passar do tempo transformou-se em momentos de ruidosa alegria, com crianças que corriam pela rua principal rodeando meu carro, perguntando sobre as atividades da tarde que se iniciava, relatando as novidades, tais como quem tinha ido ao centro ou encontrava-se doente, sobre o motivo de alguma desistência ou ausência, que algumas vezes era parte de um castigo ministrado pelos pais, oferecendo-se para carregar as cestas com o material das oficinas e preparar o que fosse necessário.  E se houve participações que reconheci como únicas ou eventuais, em contraponto àquelas freqüentes, muitos daqueles que não continuaram na “ativa” por variados motivos, estiveram na platéia no dia da apresentação final, denominada de Ensaio Aberto de Encantadas: Sereias e Iaras.
As oficinas

O Instituto Ilhas do Brasil tem sua sede numa pequena casinha no centro da localidade do Pântano do Sul e suas portas encontram-se abertas para as crianças, que entram e saem com liberdade a qualquer hora do dia. Acostumadas com encontros anteriores sobre educação ambiental, aulas de surf, dentre outros, apareceram com curiosidade nas oficinas iniciais e várias foram ficando, formando o grupo. As atividades teatrais competiam com os banhos de mar, surf na água e nas areias, idas ao centro e à casa de parentes, cursos de outras modalidades, aula de informática, médicos, dentistas, gripes e tantas outras; mesmo assim obtiveram uma freqüência mínima de 8 crianças, numa sexta feira chuvosa, até 20 crianças, no dia da Caça ao Tesouro, ou melhor, às Histórias, atividade que se deu pela própria vila. Mantivemos as portas e as oficinas abertas para que qualquer criança pudesse chegar, a qualquer hora e em qualquer estágio do processo e participar, exceção feita ao último ensaio e ao Ensaio Aberto, quando definimos participação apenas do elenco e auxiliares. Apoiada incondicionalmente durante todo o processo pela Oceanógrafa Ana Franco, integrante da ONG, pudemos apresentar uma pequena encenação denominada Encantadas: Sereias e Iaras no Salão Paroquial da localidade.
A experiência utilizou a contação de histórias, jogos teatrais de Viola Spolin e elementos do Drama Inglês, prática trazida para o Brasil pela professora Beatriz Cabral como um método para o ensino de teatro (Cabral, 2006; Desgranges 2006).  O pré-texto surgiu de uma história contada por um dos membros da comunidade e norteou os trabalhos conduzindo o processo posterior de criação, animado por uma “cesta” de estímulos (Cabral, 1998) e pela atuação da professora personagem (Vidor, 2008), que integrou a apresentação final, como uma velha narradora. A utilização de diferentes locais para um dos encontros e para a apresentação final inspirou-se nos procedimentos do Teatro em Trânsito proposto por Cabral (2004), a fim de promover um diálogo com a comunidade, e introduzir o fazer teatral além do grupo das crianças que freqüentou as oficinas. Construímos uma pequena dramaturgia que costurou histórias coletadas, histórias imaginárias criadas pelas crianças, mitos relacionados à temática e informações correlacionadas que enriqueceram o conhecimento geral dos jovens. As histórias escolhidas versavam sobre as Encantadas, e tinham como pano de fundo localidades do sul da Ilha de Santa Catarina; durante o processo foram incrementadas, e posteriormente montadas num mosaico de pequenas cenas durante  aproximadamente 30 minutos.
Dentro dos limites impostos pelo tempo disponível as oficinas aproximaram as crianças de vários elementos e etapas do fazer teatral, que abarcaram desde a arte da interpretação e os ensaios, cenografia e figurino, sonoplastia, produção, direção, importância do contra-regra e do assistente de direção, a simbologia possível de elementos não realistas, a relação com a platéia, até a tênue relação entre a realidade e a ficção.
Surpresa com a ótima receptividade dos pais e dos integrantes da ONG procurei subsídio em Paulo Freire (2007), em sua obra Pedagogia da Autonomia, onde nos diz dos saberes necessários à prática educativa, para tentar explicar a mim mesma o motivo do  sucesso.
A pedagogia do teatro: produto e processo de vida
Durante mais de 40 h de duração do projeto duas metas principais conduziram meu trabalho com as crianças. A primeira delas, acima citada, foi a de apresentá-los ao fazer teatral concomitantemente à elaboração de um pequeno produto final, e a segunda, a de promover o respeito à vida como base dos relacionamentos com os outros seres humanos e com a natureza. É evidente que uma pequena encenação, em condições físicas não adequadas para ensaio e apresentação, com crianças ainda iniciantes na arte da interpretação e dramaturgia pouco trabalhada, não brilhou pela virtuose do produto, mas sim pela qualidade do processo: o crescimento dos indivíduos que se deu a partir das relações no grupo. Dentre as condições desta pedagogia freiriana de referência, a qual conforma uma prática educativo-crítica, encontra-se o estado de inacabamento, qualidade inerente à prática teatral, tanto nos ensaios como nas temporadas, profissionais ou amadoras. Uma cena nunca está completamente pronta e mesmo que esteja ainda será refeita em sua próxima exibição, posto que o teatro é sempre uma re-presentação. Logo, se hoje a experiência não foi boa, não tem problema, pois amanhã poderemos fazer melhor ou até diferente, no caso de alguém faltar, ou retornar. Acredito que esta qualidade dinâmica do fazer teatral tenha sido de grande valia para as crianças. Porém, se por um lado esta possibilidade de um eterno recomeçar foi bastante desgastante para a professora/diretora/dramaturga, e também para algumas crianças mais sistemáticas e compromissadas com o processo, por outro pressionou o abandono de um suposto virtuosismo a ser alcançado e a quebra da prepotência ou aparente superioridade de algumas crianças, em geral meninas, mais organizadas, determinadas e supostamente mais capazes.
Aparentados, vizinhos, amigos e por vezes inimigos, as crianças traziam para o grupo suas amizades e rusgas, que poderiam parecer pequenas ou insignificantes. Revelaram-se em cochichos, parcerias, novos integrantes trazidos pelos amigos, e nas briguinhas, tapas ocasionais, e, em alguns casos na tentativa de desistência de participação de alguns pelo sofrimento gerado pelas observações ou jocosidades feitas pelos colegas. Mas para que o jogo teatral fosse possível foi preciso construir o grupo e para isso tivemos, todos, que resistir, persistir, flexibilizar e sobrepujar: sem atores não haveria teatro, e a oficina estava aberta a todos, sem distinção. A cada desavença, para cada criança que ”emburrava” havia um estímulo para que os próprios colegas interviessem tentando recuperá-la para o grupo, além das ações realizadas neste sentido pelos adultos envolvidos. As desqualificações individuais não foram aceitas, minha autoridade de diretora–professora foi colocada claramente sem demagogia, e desde o primeiro encontro estipulamos que o respeito ao outro, qual fosse, seria cultivado. Assim criava-se o espaço para que os sujeitos pudessem aflorar com menos receio, dando idéias, improvisando, arriscando o corpo-mente nas atividades propostas. Paulo Freire diz que ensinar não é transmitir conhecimento, mas sim criar condições para a sua própria produção ou conhecimento, o que exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural: uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor(a) ensaiam a experiência profunda de assumir-se(p 41).
É interessante notar que todas as crianças envolvidas tinham as condições básicas de moradia, alimentação, saúde e escola. A vila, afastada do centro maior e encravada no canto sudeste da Praia do Pântano do Sul propicia a estas crianças uma excelente qualidade de vida: ar puro, peixe fresco, liberdade para brincar pelas ruas, a praia, o mar, a escola pública na rua central, ao lado o posto de saúde, em frente a pequena   igreja...
Mas, como a sociedade via de regra se encontra em transformação, sempre existem antagonismos e contradições a serem superadas. Para Paulo Freire o conflito é o motor da história, das mudanças, e para resolvê-los é preciso alegria e esperança para que o oprimido possa ser sujeito de sua transformação. No Pântano do Sul, assim como em outras localidades pesqueiras da Ilha de Santa Catarina, onde até poucas décadas atrás se organizava apenas a pequena produção pesqueira também denominada de artesanal (Diegues, 1983; Medeiros 2001), hoje vemos o novo e o velho se encontrando, provocando tensões e evidenciando suas contradições. “o novo e o tradicional convivem na Barra da Lagoa. Os meninos aprendem desde cedo a conduzir pequenas embarcações com varas de bambu e a matar peixe com todo tipo de apetrechos. Com a urbanização e o aumento populacional, os pescadores não abandonaram a tradicional atividade, mas passaram a exercê-la paralelamente com outras ocupações, como fazer passeios de barco ou alugar casas para os turistas no verão”. Telles (2002)
A Ong Ilhas do Brasil possibilita projetos que possam “empoderar” estas comunidades neste momento de profunda transformação social, em direção à sua sustentabilidade. Inseridas neste contexto as atividades teatrais visaram fortalecer as crianças reconhecendo e valorizando sua identidade local e estimulando um diálogo com o mundo “lá de fora”, de um Brasil continental. Parti do princípio de que o risco é uma característica já inerente à própria produção pesqueira e que seria possível uma correlação entre uma das características das atividades pesqueiras, a insegurança  que permeia a vida de alguns dos pais ou parentes das crianças, ou mesmo o entorno social e geográfico, e o medo e a incerteza que o fantástico poderia lhes inspirar. Em geral as histórias surreais encantam, motivam e divertem as crianças, ao mesmo tempo em que valorizam a memória ficcional/real local, aproximam gerações, e permitem o enfrentamento do desconhecido, fortalecendo os jovens. Mesmo tendo optado pelas histórias menos assustadoras, por motivos que não serão discutidos aqui, o próprio receio de se colocarem frente à platéia numa situação ainda tão precoce de desenvolvimento da arte da atuação, pode ser comparado à esta sensação de insegurança. E finalmente 12 crianças chegaram ao dia D, enfrentando os ensaios, escolhendo dedicar seu tempo às atividades formativas, e finalmente, superando seus receios e colocando-se em cena.

Teatro comunidade é forma de intervenção no mundo

Comunidade, segundo Viganó (2006), tem raiz no latim communis, que significa aquilo que é distribuído entre todos, bem comum e cum múnus, aquele que faz o que tem que fazer junto com os outros. Para a autora, que trabalha com ações sócio-culturais com comunidades de baixa renda, a construção de um senso de comunidade é possibilitada pelo envolvimento com as práticas teatrais cujo aprendizado se dá ao se compartilhar experiências.
O Instituto Ilhas do Brasil tem sua base de ação na comunidade e nos processos de associativismo e cooperação e as oficinas estiveram sempre voltadas a estimulá-los. O Projeto Mares do Sul tentou equilibrar o investimento entre o a qualidade do processo e do produto final, isto é nas relações entre as crianças e no aprendizado das especificidades teatrais, a fim de manter o respeito à autonomia dos pequenos seres ali presentes, no eterno jogo de liberdade e autoridade. O retorno entusiasmado demonstra que as práticas teatrais podem intervir a favor de uma vida coletiva mais rica e diversa, fortalecendo os indivíduos.
Mas se teatro é jogo, é troca, é encontro, a comunidade do Pântano do Sul oferece condições excelentes que possibilitam este fazer, estimulando futuros projetos neste local, também empoderando aprendizes de professores e diretores. Além de ser um campo privilegiado pela sua beleza cênica, a comunidade local mostrou-se muito receptiva e esta experiência me indicou que, tanto o Drama Inglês como o Teatro em Trânsito, são metodologias que podem servir de base para compor um processo/produto artístico que valorize o Pântano do Sul, sua cultura, o modo de vida de seus habitantes e que, com sorte, possa colocá-los numa relação inusitada com a sociedade midiática.  É de interesse da autora a continuidade dos trabalhos, já que fiquei contagiada pela alegria e otimismo das Pequenas Estrelas do Pântano do Sul.
Bibliografia
Cabral, Beatriz A. V. Drama como método de ensino. Arte em foco. Revista de estudos sobre produção artística. Departamento artístico cultural. UFSC. V.1,n.1 (1998) Florianópolis.
Cabral, Beatriz Angela Vieira &Dan Olsen. Investigando a recepção em um projeto de teatro na comunidade. In: Urdimento, n 7, (2004) Florianópolis:UDESC/CEART p.117-128.
__________________ IN: DAC. TEATRO EDUCAÇÃO > Teatro em Trânsito na Comunidade. Disponível em http://www.dac.ufsc.br/teatro_teatro_transito.php. Acessado em 2/09/2009
___________________Drama como método de ensino Hucitec, Edições Mandacaru. São Paulo, 2006.
Desgranges, Flávio. Pedagogia do teatro: provocação e dialogismo. HUCITEC, São Paulo, 2006.
Diegues, Antonio Carlos. Pescadores, Camponeses e Trabalhadores do Mar. Ed. Ática. São Paulo. 1983.
Farias, Sérgio Coelho Borges. Condições de trabalho com Teatro na Rede Pública de Ensino: sair de baixo ou entrar no jogo. p.19-24. Urdimento, nº 10, UDESC. Florianópolis,SC. Disponível em http://www.ceart.udesc.br/ppgt/urdimento/2008/especial/. Acessado em 2/09/2009Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, 36ª edição - São Paulo: Paz e Terra, 2007.Godio, Matias. 500 quilos: ensaio etnográfico sobre uma sócio-montagem audiovisual com um grupo de trabalhadores da pesca na comunidade da Barra da Lagoa, Florianópolis.  Biblioteca UFSC, Florianópolis, 2005
Ilhas do Brasil.  Disponível em http://www.ilhasdobrasil.org.br Acessado em 2/09/2009
  Medeiros, Rodrigo Pereira.  Estratégias de pesca e usos dos recursos em uma comunidade de pescadores artesanais da Praia do Pântano do Sul (Florianópolis, Santa Catarina). Dissertação Mestrado. Unicamp. Campinas. 2001.
Pupo, Maria Lúcia de Souza Barros. Dentro ou fora da escola? UrdimentoDezembro 2008 - Nº 10. Florianópolis, SC.
Teles, Ana Maria. Título: Sereias e Anequins: uma etnografia visual com um grupo de pescadores artesanais da Barra da Lagoa, Florianópolis. Dissertação mestrado.  UFSC. 2003.
Vidor, Heloíse Baurich Drama e Teatralidade: a experiência com o professor no papel e professor-personagem e suas possibilidades para o ensino do teatro na escola. Mestrado. UDESC. 2008.
Viganó, Suzana Schmidt. As Regras do Jogo: a ação sociocultural em teatro e o ideal democrático. 1. ed. São Paulo: Hucitec, 2006

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Aninha se despede do Ilhas

A equipe do Ilhas vai seguir em frente com uma tripulante a menos no barco! No dia 19, tivemos que nos despedir da Ana, oceanógrafa e gerente de projetos do Instituto. Mas é sempre assim...uns vão, outros vem, né?! A Aninha vai ser mamãe!!!! Então, queremos desejar toda felicidade do mundo para a Duda, que está chegando logo logo!!!

Ana! Admiramos e amamos muito você! A opinião sobre a sua força e a sua amizade é unânime, independente de quem convive com você há anos ou de quem lhe conheceu há alguns dias! Conte com o Ilhas para o que precisar, sempre! Muita luz e boas energias nesta fase linda que vai começar na sua vida!

domingo, 20 de junho de 2010

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM TURISMO SUSTENTÁVEL DE BASE COMUNITÁRIA

As datas referentes ao curso que será oferecido pelo Ilhas foram alteradas!!! Anote aí:
INSCRIÇÕES: até 16 de julho!!!
INÍCIO: 19 de julho!!!
São 30 VAGAS!! Divulgue e participe!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

ESTRELAS-EM-CENA - Oficina intensiva de teatro

O Núcleo de Formação de Facilitadores (FOFA), coordenado pela professora Dra. Márcia Pompeo, promoverá oficinas amanhã, das 9h às 17h, e domingo, das 10h às 17h. Dezesseis crianças inscritas no projeto Estrelas-do-Mar, do Ilhas, estarão no evento e serão levados pela nossa professora de teatro, Ana Mares. Tanto o transporte quanto a alimentação dos participantes são gratuitas.

Haverá oficinas de clown, canto e percussão cultural, contato improvisação, danças populares, teatro playback e figurino. Ao todo, serão sessenta crianças e jovens participando das atividades. Em breve, publicaremos fotos desse encontrão :)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

CURSO DE CAPACITAÇÃO


ADAPTAR BRASIL - 1ª etapa: Ilha Grande

O Ilhas possui o Programa de Adaptação às Mudanças Climáticas, que é um dos eixos temáticos trabalhados pela ONG. O objetivo é realizar trabalhos, principalmente junto a comunidades que habitam ilhas e ambientes litorâneos, antes do acontecimento de eventos climáticos (deslizamentos, ressacas, chuvas etc.). É o que chamamos de empoderamento dessas pessoas que vivem em locais propícios a alterações repentinas das condições naturais.

Em 2007, teve início o Pró-Ilhas (Projeto de Revitalização das Ilhas), que idealizou expedições em ilhas brasileiras mapeadas durante a 1ª Conferência Ilhas Marinhas Brasileiras (CIMBRA), realizada no mesmo ano. As enchentes de 2008 causadas pela intensa chuva em Santa Catarina, porém, mudaram o foco de trabalho das primeiras ações do projeto e os especialistas concentraram as ações nos estudos desse impacto.

Agora, o Pró-Ilhas volta com grande força e com novo nome: ADAPTAR BRASIL. A primeira expedição começa hoje, em Ilha Grande (RJ). A ecóloga Cintia Vilanova embarcou para lá e vai desenvolver oficinas e atividades com a comunidade local. "Queremos mostrar o quanto o ambiente de ilhas é vulnerável e o risco a que essas pessoas estão sujeitas, os eventos que podem acontecer, orientar sobre termos e procedimentos que eles devem conhecer", explica Cintia. Ela conta que o projeto conta com três frentes de atuação: mobilização comunitária, que trabalha a parte cooperativa, política e instrutiva; percepção de risco em mudanças climáticas, que abrange a questão de conscientização; e soberania alimentar, direcionada à parte cultural, que pode ser afetada pelas alterações do meio ambiente.

Ao final da expedição, será elaborado um documento com todas as reivindicações da comunidade. Os pedidos serão formalizados e encaminhados ao poder público, sendo que o Ilhas tem o papel de mediação nessa relação. O ADAPTAR BRASIL é financiado pela Bovespa e visitará ainda 10 ilhas em todo o Brasil até a conclusão do projeto.

Boa viagem e bom trabalho, Cintia!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

NA COMUNIDADE - Lanço de tainhas no Pântano do Sul

A Eli e a Li estiveram na praia do Pântano do Sul e conferiram de perto a captura de quase cinco mil tainhas na manhã de quarta-feira, 09/06! Para os pescadores, a quantidade de peixes ainda é pouca e indica apenas o começo da temporada de pesca. É um momento comovente, de união da comunidade! Todos enfrentam o frio, o vento e qualquer dificuldade para juntar forças e puxar as redes. Os peixes são divididos igualmente entre todos que participam desse esforço! Veja algumas fotos e vídeos abaixo:








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sexta-feira, 4 de junho de 2010

ILHAS NA MÍDIA - Conversas Cruzadas sobre Meio Ambiente 02/06/10

Para quem não pôde conferir o programa, aí vão alguns trechinhos de uma gravação improvisada! Os assuntos permearam questões de legislação ambiental, educação ambiental, investimentos, responsabilidade dos órgãos governamentais e interesses políticos. Além do Alexandre Castro, presidente e fundador do Ilhas, estiveram no debate Emerilson Emerin (engenheiro ambiental), Marcos Cardozo (vice-presidente da Aemflo) e o Enrique Litman (presidente do Instituto Baleian Franca), que não aparece nessas gravações porque chegou no final do programa.

Neste mesmo dia, de quebra fomos convidados a gravar uma sonora para o Jornal da TVCOM. O Alex deu sua opinião sobre o que tem acontecido e sobre as conseqüências da ressaca no Sul da Ilha de Florianópolis.


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quarta-feira, 2 de junho de 2010

ILHAS NA MÍDIA - Programa Conversas Cruzadas, da TVCOM SC

Olha só que nota bacana:

O Ilhas foi convidado a participar do programa Conversas Cruzadas, da TVCOM, com apresentação do Renato Igor.

O tema de hoje será meio ambiente e seremos representados por nosso diretor, Alexandre Castro! Será hoje, 02/06, às 22h!!! Você pode participar enviando perguntas e comentários para o e-mail do programa: conversas@tvcom.com.br!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

SEMANA DO MEIO AMBIENTE - 01/06 a 05/06



O Ilhas preparou atividades especiais para a Semana do Meio Ambiente! As crianças assistirão a filmes temáticos, aprenderão sobre a importância de preservar nosso planeta, participarão de uma oficina de reciclagem (desde a coleta de lixo até sua transformação) e darão asas aos seus sonhos!

No sábado, 05/06, todos se reunirão na praia para soltar as pandorgas confeccionadas na oficina com o Valdir Agostinho! Cada pipa terá um papel com a inscrição de um desejo das crianças para a comunidade, a cidade e o mundo!

Durante a semana, vamos postar mais detalhes! Fique ligado :)


quarta-feira, 26 de maio de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Oficina de Educação Ambiental

Tomate, maracujá, hortelã, lípia, manjericão, alecrim...nossos canteiros renderão uma boa colheita daqui alguns meses! Isso porque as crianças estão cuidando muito bem das plantinhas com a ajuda da Aglair (a Glá!!), bióloga e educadora do Ilhas!

Ontem, todos estiveram empenhados no preparo das sementes e na cobertura do solo dos canteiros educativos. Aglair lembra que é importante estimular a criatividade e a curiosidade das crianças através da observação e do registro das atividades realizadas. "Sempre intercalo os momentos de educação ambiental com desenhos e conversas sobre o que fizemos, para eles registrarem o que viram e o que eles esperam que aconteça nos canteiros", diz Glá. Para ela, esse cuidado das crianças e o aprendizado nas oficinas são fundamentais para que os pequenos desenvolvam um pensamento crítico, científico e preocupado em exercer a cidadania na sociedade.



terça-feira, 25 de maio de 2010

MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA - Curso de Turismo Sustentável

Moradores do Sul da Ilha, estudantes de ensino médio, universitários e pessoas interessadas em turismo e sustentabilidade estão convidados a participar de um curso de capacitação que começará em junho e está sendo organizado pelo Instituto Ilhas do Brasil. O curso de Capacitação em Turismo Sustentável de Base Comunitária é dividido em seis módulos com temáticas diferentes e tem carga horária total de 120 horas. Os participantes devem ter de 15 a 29 anos e as inscrições podem ser feitas presencialmente, no Espaço Arquipélago (sede do Instituto), ou pelo telefone 48 3238 9960.

As aulas e palestras serão lecionadas por gestores e consultores da ONG. O conteúdo planejado inclui orientações sobre desenvolvimento sustentável, turismo em áreas naturais, técnicas profissionais e conduta ética. O curso também proporcionará instruções para elaboração e gerenciamento de projetos para captação de recursos. Isso porque, no último módulo, os alunos colocarão a teoria em prática e terão que apresentar um projeto de turismo sustentável, produzido com auxílio dos gestores.


A ONG trabalha com a missão de empoderar pessoas e instituições para os desafios da sustentabilidade. Diante disso, o turismo sustentável é sempre um foco importante nas ações, já que a prática alia a minimização dos impactos ambientais e sócio-culturais aos benefícios econômicos das comunidades locais.


O Instituto disponibiliza trinta vagas para o curso. As aulas têm encerramento previsto para novembro deste ano.


INSCREVA-SE E PARTICIPE!! Entre em contato pelo telefone 3238 9960 ou pelo e-mail info@ilhasdobrasil.org.br!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Oficina de Pandorgas

A oficina de pandorgas com Valdir Agostinho foi um momento de diversão, integração e resultou em pipas lindas e coloridas feitas por todos que participaram da atividade!

Mais de trinta crianças estiveram no salão durante a tarde, além de dois adultos! Todas as pandorgas confeccionadas vão enfeitar o céu do Pântano do Sul. A data será marcada e divulgada em nosso blog!! Fique ligado!

Confira as fotos da oficina!!














sexta-feira, 7 de maio de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Convite para oficina de pandorgas


Imagine o céu todo colorido, repleto de pandorgas voando pra lá...e pra cá...


E que tal passar uma tarde aprendendo a fazer as pipas, liberando a criatividade? O Ilhas do Brasil convida crianças (com idade a partir de 10 anos), jovens e adultos a participarem da oficina de pandorgas com Valdir Agostinho, artista plástico e músico de Florianópolis! Faça sua inscrição no Espaço Arquipélago ou pelo telefone 48 3238 9960.




OFICINA DE PANDORGAS

Onde?
No Salão Paroquial da Igreja do Pântano do Sul, na rua Abelardo Otacílio Gomes.

Quando?
Quinta-feira, 13/05, das 14h às 17h30.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Site Criança Esperança


Nossa galerinha está entre as notícias da semana no site do Criança Esperança!! Confira:
www.globo.com/criancaesperança

...ou vá direto à matéria sobre o projeto Estrelas-do-Mar:



E mais: o programa Consumidor & Mercado, com a participação do Ilhas, vai ao ar hoje na Record News SC, a partir das 12h30!!!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - 1º dia de atividades

Ontem, terça-feira, foi o primeiro dia do projeto Estrelas-do-Mar, com a oficina "Preparando o Espaço"! Durante toda a manhã, a turminha praticou a leitura com livros de contos infantis, além de soltar a imaginação com atividades de pintura e colagem com as orientações da Alessandra (Lele). João, Steffane, Slaine e Slanir não viam a hora de folhear e ler os livros em voz alta, uns para os outros! A oficina se repetiu à tarde com a professora Elizânglea (Eli) e mais crianças.

Confira as fotos da galerinha em ação:











terça-feira, 27 de abril de 2010

ESTRELAS-DO-MAR - Programação da semana

Fiquem ligados nas atividades do Ilhas do Brasil para esta semana!!

Hoje, 27/04 - Oficina "Preparando o Espaço" para os jovens da comunidade. Horário: 9h às 12h e 14h às 17h;

28/04 - Uso livre da Biblioteca e Brinquedoteca para os jovens da comunidade. Horário: 8h30 às 12h e 13h30 às 17h;

29/04 - Oficina de teatro no Salão Paroquial. Horário: 14h às 17h. No Instituto, ocorrerão as visitas já agendadas pelas escolas do Sul da Ilha;

30/04 - Uso livre da Biblioteca e Brinquedoteca para os jovens da comunidade. Horário: 8h30 às 12h e 13h30 às 17h.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ILHAS DO BRASIL NA RECORD NEWS SC

Uma notinha: o programa Consumidor & Mercado com participação do Ilhas do Brasil que iria ao ar hoje na Record News SC foi transferido para a semana que vem!!

Dia 03/05, a partir das 12h30, programa Consumidor & Mercado sobre o tema Água e Sustentabilidade, com participação do Ilhas!!! A Record News é transmitida pelo canal 6 da TV aberta!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

DIA DA TERRA E DIA GLOBAL DO VOLUNTARIADO JOVEM


Ontem o dia foi dedicado ao nosso planeta! Na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), teve início a Mostra de ONGs em homenagem à data.

O Ilhas do Brasil marcou presença ontem e estará lá hoje para interagir com os alunos, professores e outras ONGs que estão no espaço! É uma oportunidade de conhecer pessoas, de expor nosso trabalho e nossos produtos, como agendas, camisetas e a sacola ecológica do Ilhas!

A Mostra acontece no hall de entrada do Centro de Ciências da Administração e Sócio-Econômicas (ESAG ) da Universidade, das 9h às 19h30!

Na foto, estão a Eli (educadora do Ilhas) e a Li (nossa assessora de imprensa)!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A CARTA DA REDE ILHAS

A Missão do Instituto Ilhas do Brasil é empoderar pessoas e instituições para os desafios da sustentabilidade.

O Instituto assume que o cenário de mudanças climáticas já atinge o Brasil de forma contínua e sem uma perspectiva breve de reversão. Esta postura foi estimulada pelo reconhecimento internacional para o Primeiro Furacão registrado para a costa brasileira em março de 2004, onde somente este evento causou a destruição de cerca de 35.000 residências.

Por isso, em maio de 2007, em Florianópolis, foi realizada a Conferência Ilhas Marinhas do Brasil - CIMBRA cujas temáticas centrais foram as relações entre os cenários de mudanças climáticas globais com a conservação da biodiversidade e as estratégias de adaptação para as populações humanas que ocupam as ilhas brasileiras. O principal resultado da CIMBRA foi a criação da Rede Ilhas Marinhas do Brasil.

A proposta de construção da Rede Ilhas Marinhas do Brasil foi elaborada pelo Grupo Gestor do Instituto Ilhas do Brasil, em compatibilidade com as leis nacionais e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. As temáticas da Rede Ilhas Marinhas do Brasil, foram legitimadas pela articulação entre 29 painelistas (Brasil, Uruguai, Sri Lanka e França), de 8 estados brasileiros, pertencentes a 25 diferentes instituições e Representantes de Universidades, Municípios, Órgãos Estaduais, Ministérios, Empresas, Organizações do Terceiro Setor, Pesquisadores e estudantes.

A Rede Ilhas Marinhas do Brasil está norteada por sua Carta de Princípios e pelo documento intitulado Sistematização Geral dos principais resultados dos Grupos de Trabalho realizados durante a Conferencia Ilhas Marinhas do Brasil - CIMBRA. Florianópolis, maio de 2007.

Esta iniciativa busca atender um chamado do Global Island Partnetship (2005), Barbados Programme of Action (1994) Mauritius Strategy (2005), o Millenium Ecosystem Assessment (2005) e o Plan of Implementation of the World Summit on Sustainable Development (2002) e a inserção do Brasil no cenário internacional como um importante país de ilhas.
Para cumprir seu objetivo, a Rede Ilhas Marinhas do Brasil estará sinalizando para:

- Identificação de áreas geográficas prioritárias de ação.
- Sensibilização das comunidades que vivem nas ilhas sobre o cenário de mudanças climáticas.
- Sinalização da ampliação dos riscos de impactos negativos de desastres naturais em função da ocupação humana desordenada e da pressão da atividade turística.
- Estruturação de um banco de dados sobre a biodiversidade e outras informações.
- Sensibilização das comunidades que vivem nas ilhas sobre os riscos da introdução de espécies exóticas invasoras.
- Capacitação de diferentes grupos focais que tenham interesse na temática das ilhas sobre o cenário de mudanças climáticas.
- Estruturação de programas de revitalização e desenvolvimento das ilhas que permitam o empoderamento das comunidades tradicionais.
- Implantação de tecnologias de ganho socioambiental.

Entende-se por tecnologias de ganho social

- O uso de tecnologias limpas para a produção de energia, em especial a energia solar.
- O uso de tecnologias que otimizem o uso da água, tanto para a captação, armazenamento, purificação, reutilização e aquecimento.
- O uso de tecnologias para a proteção de mananciais e nascentes.
- O uso de tecnologias de transporte que utilizem fontes limpas de energia, em especial as bicicletas e veleiros.
- O uso de tecnologias de produção e armazenamento de alimentos que otimizem os recursos naturais, em especial a água e o espaço.
- O uso de tecnologias de construção que otimizem os recursos naturais.
- O uso de tecnologias de comunicação móvel que permitam a democratização do conhecimento e acesso a informação, em especial, em situações de emergência.


Florianópolis, 26 de junho de 2007.

Alexandre Guimarães Só de Castro
Diretor Geral do Instituto Ilhas do Brasil

segunda-feira, 19 de abril de 2010

INSTITUTO ILHAS DO BRASIL - Boas vindas!

Seja bem-vindo ao nosso blog! O Ilhas já possui um espaço físico de interação e atividades, que chamamos de Espaço Arquipélago! É lá que colocamos a mão na massa: é onde ocorrem nossas reuniões, decisões, onde recebemos jovens, crianças e adultos em nossas oficinas e atividades dos projetos da instituição.

Agora, nossa intenção é trazer esse convívio para as vias virtuais e tornar esse blog uma extensão do nosso Espaço Arquipélago! Divulgaremos novidades, fotos, artigos, idéias, vídeos e vamos deixar tudo tão aconchegante quanto nossa sede! Será nosso Diário de Bordo nessa viagem por um mundo melhor, e você está convidado a navegar conosco!

Conheça mais sobre a gente no site www.ilhasdobrasil.org.br, seguindo-nos pelo Twitter @ilhasdobrasil, participando da nossa rede no Ning ou nos adicionando no Orkut!